
Em 1970, 20 milhões de pessoas participaram no Earth Day nos EUA. Desde então, esta celebração tornou-se global e é esperado que 1 bilião em todo o mundo participe em 2009.
O Dia da Terra, deve ser todos os dias, pois todos os dias precisamos dela. Mas a celebração é feita no dia de hoje, a 22 de Abril. Porquê? Um rumor tem passado através dos tempos de que este é o dia do aniversário de Vladimir Lenin, o fundador da União Soviética (saber mais aqui).
Vários são os motivos de alarme que podem levar a que cada um de nós faça um exame de consciência e que se comprometa a implementar mudanças (às vezes até as mínimas podem ter um enorme pêso) na rotina diária.
No entanto, para mim, bastaria o argumento de que a Terra é a nossa casa e a de todos os seres vivos que a ela têm direito. Nesse sentido, é o suficiente para que a respeitemos na totalidade e que nos empenhemos em preservá-la, em não a ferir.
Confidencio aqui, que esta é uma questão que me atinge profundamente. A verdade é que não consigo abstraír-me daquilo que leio diariamente e que vejo em canais como a NG. É um facto, e por mais que o queiramos esquecer por acharmos que não podemos fazer nada de forma directa e imediata: a Terra está doente, os animais sofrem e extinguem-se a cada momento, e nós somos o vírus consciente.
As focas no Canadá são assassinadas à paulada pelas suas peles; golfinhos e baleias-piloto são exterminados cruelmente em função da tradição de rituais de iniciação dos jovens na Dinamarca.
Em todo o Pacífico, baleias de várias espécies são desviadas das suas rotas e encalham, morrendo, à conta dos sonares, da pesca agressiva e da poluição das águas marítimas.
Uma das muitas consequências do aquecimento global, e das mais mediáticas: os ursos polares, presos em terra por falta de gelo para chegarem até ao seu alimento, morrem à fome e caminham para a extinção.
Tubarões são mutilados, e largados à sua sorte (a morte mais certa), nas suas barbatanas em função da elevada procura de iguarias orientais.
Estes são alguns exemplos da vida selvagem. Mas se necessitarmos de exemplos mais próximos, com os quais nos identifiquemos mais facilmente, também não faltam. Criação intensiva de animais ovinos e bovinos e os seus maus-tratos; o uso totalmente desnecessário de peles de animais para vestuário; o abandono diário (sim, e em Portugal às centenas) de animais de companhia como gatos e cães; as desflorestações massivas causadas por incêndios premeditados e negligentes que não só arrasam com a flora como com as espécies animais que dela dependem.
Se a estes poucos exemplos adicionarmos a forma vergonhosa, inconsequente e egoísta de como esgotamos os recursos energéticos do planeta, temos o cenário sumariamente montado.
Consumir, consumir, consumir. A palavra que parece ser o motor que movimenta a espécie humana que se diz viver num mundo “civilizado” e “desenvolvido”. Existirá “civilização” sem a consciência do meio envolvente e do impacto que se tem nele?
É preciso cada um, sim, indivíduo a indivíduo, ler, perceber, tomar consciência e aprender o que pode fazer, dia-a-dia para ajudar “a sua casa”.
Aqui ficam algumas sugestões de sites, onde é possível “ir à escola”:
Para iPhone/iPod Touch existe uma excelente aplicação que nos permite estar informados sobre o que se passa no mundo em diferentes áreas relevantes e de como podemos contribuir para a MissionZero! O objectivo será conseguirmos um zero na nossa pegada ecológica. (Disponível na iTunesStore USA)
Ainda hoje, será possível ver os seguintes programas no especial Dia da Terra do National Geographic Channel PT:
Retrato da Terra: o estado do planeta 2009