Programa da última 4ªfeira à noite: apresentação do novo livro do Fernando Alvim na Fnac de Braga (e vocês, ah?! 4ª à noite? Em Braga? Não estavas melhor num barzito, prós lados da UM?! Aah… não. Vou partilhar aqui uma inconfidência: a única forma de conseguir tolerar o Alvim até à última 4a feira era ouvindo-o na rádio (e, atenção, até apreciava), pois assim que associava, visualmente, a voz à imagem, num programa seu ou numa qualquer entrevista, era como que ser pulverizada com spray pimenta (desculpa Alvim, o problema não és tu, sou eu… em conflito com o teu não-verbal). É que isto de ser tão humoristica e assumidamente “estou-me nas tintas para a vossa opinião sobre a minha estupidez”… bem… é… quanto a mim, uma virtude fantástica, mas que pode tornar-se perversa. Fiz questão de ficar na primeira fila, pois não há lugar mais apropriado para fintar frente a frente e investigar olhos nos olhos a honestidade com que alguém assume uma personagem, seja ela o seu verdadeiro “eu” ou não. O curioso é…que, tal como muita gente neste país, já li e ouvi grandes e babados elogios a Fernando Alvim, mas nunca me convenceram o suficiente (eu também não sou fácil). Aqui reside o mérito de Alvim. É que em cerca de uma hora, a falar do seu livro e a escarrapachar (linda palavra, não é?) com uma transparência invejável, aspectos da sua história de vida, a personagem convenceu (e não pensem que não sei que isto é lugar-comum). Mas é um facto, Alvim vende. O seu marketing pessoal, que me parece sair naturalmente (com certeza também fruto de trabalho e inteligência), funciona. Escusado seria dizer… mas digo! E assumo! Comprei o livro, estou a adorar e quase a terminar. E sim, tirei uma foto com o Alvim e fiz questão de o cumprimentar, não só pelo livro e porque o homem tem mil projectos de qualidade ao mesmo tempo, mas pelo que para mim foi mais marcante, Alvim conquistou-me (e esta, Alvim?!). Da noite na Fnac, jamais esquecerei duas coisas: as considerações (que não podiam fazer mais sentido, pois quanto a mim são óbvias) de Alvim sobre a realidade do “sexo à bruta” e as escritas pelo próprio para moi na primeira folha do livro que me autografou. Percam lá a ideia… Que não vou partilhar aqui. Quanto a “50 Anos de Carreira”, está de grande saúde e recomenda-se. Acho que, quando terminar de o ler, não vou resistir a colocar aqui no blog alguns pedacitos fascinantes da afamada obra, tal é a lógica pura e dura, das suas apreciações sobre o amor, o país, a vida e a noite. Ao Alvim, só tenho a dizer que… o prazer foi TODO meu, até a uma próxima.

















