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José Cid esteve hoje nas manhãs da Antena 3, com Nuno Markl, Luís Oliveira e Joana Dias. Numa conversa que foi leve e humorada, conhece-se o José Cid sem preconceito e quase “a nu” (o que não seria a 1ª vez) e para minha surpresa, declamador de Sophia de Mello Breyner Andresen – o poema “Um dia”.
Alguém, como eu, que não consegue ficar indiferente aos discursos que nos aproximam dos restantes animais habitantes deste planeta, irá com certeza apreciar esta pequena obra de arte…
UM DIA
Sophia de Mello Breyner Andresen
Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais, na voz do mar,
E em nós germinará a sua fala.
Foi no dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, a estreia de HOME em 50 países e foram aos milhões, as pessoas que até hoje assistiram ao Documentário que pretende consciencializar o animal humano. A Web, a TV, o Cinema, as Fnac, foram os meios disponibilizados em Portugal para a visualização de forma gratuita ou por um valor simbólico que reverteu para a GoodPlanet.
Aqui no blog, criei uma pequena sondagem para perceber se os “seguidores” viram ou não o documentário, e as opções de visualização tomadas. Para esta apreciação foram contabilizados os votos obtidos entre as 14:30 do dia 7 e as 00:00 d0 dia 12 de Junho.
Este dia, 5 de Junho, está a ser comemorado com o visionamento mundial do documentário “Home” do realizador francês Yann Arthus-Bertrand.
A origem do Home – Project:
500 000 fotografias em mais de 100 países; 3 milhões de livros vendidos em todo o mundo
100 exposições de acesso gratuito ao ar livre receberam mais de 100 milhões de visitantes
4 documentários visionados por 5 milhões de telespectadores franceses
O livro “A Terra vista do Céu” torna-se um filme: “Home”
Yann Arthus-Bertrand leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la, entendê-la. Home vai ajudar-nos a preceber a nossa relação com o nosso planeta. Serão revelados, em simultâneo, as precisosidades que ela nos oferece e as marcas que deixamos para trás, com um único objectivo: encorajar-nos a proteger o mundo. (in Agenda Cultural Fnac)
Este filme é uma iniciativa não lucrativa. Os seus lucros reverterão a favor da Associação GoodPlanet de Yann Arthus-Bertrand, a qual luta pela protecção do ambiente.
Foram hoje, dia 23 de Maio, transmitidos os Portugal Dance Awards 2009 da RTP que destacaram méritos de 2008 do mundo da dança em Portugal. Uma Gala apresentada por Sílvia Alberto que teve como júri Carlos Caldas, Maria José Fazenda, Vitor Fonseca (“Cifrão”), Marina Rodrigues e Marco de Camillis. Uma Gala realizada no Teatro Camões no dia 29 de Abril, Dia Mundial da Dança. O júri elegeu o melhor de entre três nomeados entre Novos Talentos, Bailarinos, Coreógrafos, Companhias/Grupos nas categorias Clássico, Contemporâneo, Hip Hop, Danças de Salão e Danças no Mundo.
Sendo ex-praticante da modalidade muito me agrada que a Dança, em todas as suas vertentes, comece a ser reconhecida junto do grande público como uma das artes de palco que merece distinção, enquanto arte e enquanto instituições de ensino, companhias/grupos e individualidades.
Alguns dos Premiados:
A salientar ainda, o prémio Carreira atribuído pelo júri a Armando Jorge, cujas carreira e contribuição determinante para a Dança em Portugal, podem ser lidas no site do evento.
Quem não se recorda de ler a história dramática e com destino traçado de um amor incondicional…?
Quase que a frase nos faz lembrar nós mesmos em certo ponto no tempo, na nossa adolescência…
“Amor de perdição” de Camilo Castelo Branco foi uma das obras literárias de referência na minha adolescência, um pouco a par de “Romeu e Julieta” de Shakespeare e que, sem qualquer hesitação, posso afirmar que marcaram o meu pensamento na sua vertente romântica.
Por esse motivo, a curisosidade em ver esta versão cinematográfica séc. XXI de um amor escrito no séc. XIX e pensado por Camilo Castelo Branco para o séc.XVIII era grande.
“Um Amor de Perdição” de Mário Barroso é uma adaptação livre e muito corajosa da obra literária. Estava expectante, e de facto, aquele que parece ser o objectivo do filme do ponto de vista do seu realizador, cumpriu-se, pelo menos no meu caso: marcar “Simão” como o aspecto mais contemporâneo de toda a história. O jovem obstinado que não reconhece a autoridade e cuja acção marginal à sociedade determina o seu fim trágico, a auto-destruição. Não querendo desvalorizar o amor como motor do desenlace, o funcionamento emocional de oposição de “Simão”, é quanto a mim o pergaminho do final.
Tomás Alves (Simão) tem a naturalidade da representação. A personagem não é fácil, marcada pelo humor oscilante entre o amoroso e o rebelde. Tomás esteve à altura e a meu ver, poderia ainda ter sido mais explorado.
Ainda bem que fui ver no cinema “Slumdog Millionaire” pela segunda vez, pois esta sessão reservava uma agradável surpresa. “3×3“, uma curta sem falas, original e muito cómica de Nuno Rocha, a passar antes de “Slumdog” nos cinemas.
O período de visionamento nas salas Zon Lusomundo terminaria a 15 de Abril, mas pelo que indica o blog irá permanecer durante mais algum tempo, tendo tido até à data referida mais de 117 000 espectadores. Um dos filmes portugueses mais vistos deste ano.
Bio: Nuno Rocha nasceu a 22 Maio de 1977 no Porto. Licenciou-se em Comunicação Audiovisual pelo Instituto Politécnico do Porto em 2007. Ainda como estudante, escreveu e realizou a sua primeira curta-metragem “Berço de pedra”, alcançando vários prémios, com presenças em festivais de relevo em Portugal como o Fantasporto ou o Festival Internacional de curtas-metragens de Vila do Conde. Em 2009 surge com uma nova curta-metragem intitulada “3×3″ onde alcançou o grande prémio “Zon Criatividade em Multimédia”. Actualmente é realizador de publicidade na produtora “krypton” em Lisboa. Está ao mesmo tempo a preparar dois novos projectos, uma nova curta-metragem e a sua primeira longa-metragem. (in nunorocha.net)
Uma empresa têxtil de Famalicão está a produzir vestuário para ser usado pelos funcionários e astronautas do Centro Espacial Europeu. Na “Lima e Companhia” a palavra crise não existe. Via RTP.